DEFINIÇÃO DE AFRICANIDADE!

A expressão africanidades brasileiras refere-se às raízes da cultura brasileira que têm origem africana.

CARTA DE REPÚDIO AO DCE!

O Coletivo Pró-Cotas vem, por meio desta carta, esclarecer alguns pontos relacionados à pintura do muro do espaço do DCE

COTAS SIM!

Tratar os desiguais de forma igual, nesse sentido, pode gerar injustiças sociais. Numa sociedade que até mesmo dentre as escolas públicas há desigualdades...

O lado cruel do preconceito!

"A gente não deve esmorecer, deve ter persistência, porque na verdade a felicidade do negro é uma felicidade guerreira".

8 de fevereiro de 2011

denúncia contra a secretária de educação do Estado de São Paulo !

Caros colegas, venho por meio desta apresentar a vocês uma situação revoltante que esta acontecendo na secretária de educação do Estado de São Paulo. Esta semana esta ocorrendo o processo de atribuição de aulas para o ano letivo de 2011. Este processo visa preencher as vagas de professores através de um processo simplificado de contratação.Em São Paulo existe uma classificação destes docentes e de acordo com tal classificação, as famigeradas categorias P,N,F,L,O e assim por diante. Cada categoria e definida por uma resolução. Tais aulas são atribuídas de acordo com a licenciatura que o referido professor possui, acontece que este ano os professores  que possuem 160 horas de uma outra disciplina podem dar aulas desta disciplina na frente de quem fez a graduação na referida disciplina, de acordo com a resolução SE 77, de 17/12/2010 “DISCIPLINAS CORRELATAS: § 1º - Além das disciplinas específicas e/ou não específicas decorrentes do curso de licenciatura concluída, consideram-se para fins de atribuição de aulas na forma de que trata o “caput” deste artigo, a(s) disciplina(s) correlata(s) identificadas pela análise do histórico do respectivo curso, em que se registre, no mínimo, o somatório de 160 (cento e sessenta) horas de estudos de disciplinas afins/conteúdos dessa disciplina a ser atribuída”. Vale lembrar que esta resolução saiu depois das inscrições para o processo seletivo. De acordo com esta resolução um professor A que, por exemplo, tem graduação em geografia e 160 horas de disciplinas em sociologia, na atribuição será ofertada a ele (de acordo com sua classificação) as disciplinas de sociologia na frente de quem fez a graduação em ciências sociais e/ou sociologia mas que esta em uma classificação posterior a do referido professor A, resumo da ópera: os alunos estão tendo professores de outras matérias dando aulas de disciplinas para as quais possuem uma formação parcial, enquanto vários professores graduados nestas disciplinas estão sem trabalho.De acordo com a secretaria de educação esta medida visa solucionar o problema da falta de professores em certas disciplinas, tais como: sociologia e filosofia. Mas neste caso apresenta-se uma questão que não quer calar: porque as aulas não são ofertadas a cada professor de acordo com sua licenciatura e após este processo as aulas remanescentes são ofertadas aos professores que possuem 160 horas de outras disciplinas? Ao contrário, professores com formação parcial darão aulas a estes alunos e os professores graduados ficam sem aulas, mas uma vez o Estado demonstra seu total desrespeito pelos professores, especialmente os ingressantes que estão em uma colocação baixa (já que o tempo de serviço é contado para a classificação) e além disso tem suas aulas atribuídas a outros professores.Além do fato de demonstrar nenhuma preocupação com a formação de seus alunos já que esta deixando sem aulas professores graduados na referida disciplina para atribuí-las a professores com formação parcial nas mesmas (160 horas), se não for este o caso,  outra possibilidade é entender que para a Secretária de Educação do Estado de São Paulo uma formação de 160 horas é igual a uma formação de 4 anos, em ambos os casos a interpretação das ações da secretária é revoltante para quem se preocupa verdadeiramente com a educação. Em suma de acordo com a legislação de São Paulo se você possui uma graduação e mais 160 horas de outra disciplina na prática no momento da atribuição você tem duas graduações já que pode escolher aulas na frente de quem tem a graduação na referida disciplina. Estou escrevendo porque isto é um desrespeito total com a nossa formação acadêmica e espero o apoio de todos para denunciar este absurdo.
Abraços fraternos.

Prof° Ms° Barbara Cristina Mota Johas,(Professora de sociologia do Estado de São Paulo).

 Peço que repassem essa denúncia ...

Essa situação não fica restrito ao Estado de São Paulo, no Paraná a situação é a mesma, é por isso que o PSS teve cancelamento, e ninguém do núcleo consegue passar informações concretas ...

7 de fevereiro de 2011

Professor é profissão e não bico !!


Escute a presidente, secretário!
Por Carmen Lozza
A ideia que subjaz ao conceito de choque de ordem que está sendo proposta para corrigir as mazelas da Educação no Rio de Janeiro, ao que me parece, traz em si uma visão que contraria as melhores possibilidades de ser oferecida a educação pública, democrática, de qualidade socialmente referenciada, laica e universal que é devida à população de nosso Estado.
Só o fato de serem agrupadas, sob este rótulo, as medidas a serem levadas a efeito para o setor educacional, já sugere que são concebidas com um caráter impactante, imediato, rápido, conflituoso, metódico, disciplinar, preceitual,..., que tragam “pronto restabelecimento” para o doente em estado tão grave, no caso, a educação escolar oferecida pela rede oficial estadual.
Depois do que vimos pela TV quando da tomada do Alemão, numa alegoria tresloucada, posso imaginar que talvez fosse assim o novo Choque: coloque-se o “salvador” Bope Educativo (inspetores, julgadores, avaliadores, controladores...) para invadir as escolas, à mostra, posturas de quem tem certezas já sabidas e culpados já encontrados a priori; e de lá sairão correndo, fugidos, os responsáveis pelo fracasso da ação educativa, os maus profissionais da educação. Porta afora, sairão ofegantes, atravessando a estrada mais próxima, a caminho de casa, entristecidos uns, revoltados outros, incrédulos outros tantos...
Nem o caminho do sindicato será buscado, pois, diferentemente de outros tempos, parece que não tem havido uma relação mais estreita entre os profissionais e suas entidades. E os responsáveis pelo choque da ordem poderão fincar, bem no hall de entrada, a bandeira de sua produção documental (novas portarias, propostas curriculares, exigências, editais,...), anunciarão a boa nova, que é chegado um novo tempo, de paz, de produtividade, de estímulo às melhores competências exigidas dos alunos pelo mercado, tempos de separar o joio do trigo, tempo de prêmios, de uma nova ordem, enfim.
Do meu ponto de vista, a Educação não necessita nem de choque nem de ordem, que dirá de choque de ordem! A Educação não pode ser vista como um bom negócio que se faz rapidamente, diante da sagacidade de quem tem habilidade para fazer crescer lucros e oportunidades. A Educação não precisa (muito pelo contrário!) de que seja estimulada a competição entre os profissionais da educação, como tem sido comum nos últimos tempos.
Mesmo estando em tempos de mais cuidar de meu jardim que de dar aulas, não posso deixar de pedir um favor à equipe da secretaria de educação do Estado: escutem a presidente. Assim, quem sabe, as coisas comecem a caminhar numa outra e boa direção. Sim, refiro-me ao discurso de Dilma (em quem nem votei no primeiro turno; estive com Marcelo Freixo e com quem estava com ele) no momento de sua posse no Congresso Nacional, quando afirmou que:
"só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens."
Imagino que essa, mais do que simplesmente uma ação, é uma premissa para o sucesso de qualquer política que transforme, verdadeiramente, a Educação: uma nova compreensão acerca do quanto o professor é a legítima autoridade capaz de fazer mudanças que perdurem e que, de fato, transformem, na essência, aquilo que precisa ser mudado. Políticas vindas de fora para dentro, políticas que neguem o professor, políticas que tentem secundarizá-lo, são inúteis. Dão no que aí está. E mudar para permanecer, não é o caso (Ou é?).
Imagino que reforçando o cotidiano da escola, deixando valer o poder dos profissionais em se influenciarem mutuamente, estabelecendo-se o trabalho coletivo na escola, com um sentido real para todos poderem repensar suas práticas, num processo de formação continuada em serviço, revendo-as em conjunto, é um começo.
O professor, com autoridade, terá poder de exercer influência, juntando o agir e o pensar num só sujeito, sem que uns valham mais que outros. E sem que haja necessidade de fuga. Que, aliás, pelo que pude saber, já tem havido muita, com grande número de desistências de mestres abandonando a carreira.
Carmen Lozza é professora aposentada da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense.
retirado do site: caros amigos

José Saramago - falsa democracia




"A democracia em que vivemos é uma democracia seqüestrada, condicionada, amputada..."

5 de fevereiro de 2011

Bastidores do preconceito !

Realidade que a mídia não mostra:


          No dia 27 de julho de 2010, no campus da Universidade Estadual de Londrina, André Luis Barbosa dos Santos, negro, após entregar o livro O Genocídio do Negro Brasileiro, na biblioteca setorial do CLCH emprestado por Mariana Ap. dos Santos Panta, profissional do Projeto LEAFRO – Laboratório de Estudos e Cultura Afrobrasileiros, da mesma Universidade, percebeu uma movimentação por parte dos seguranças e ouviu pelo rádio dos mesmos “O suspeito acaba de sair da biblioteca”. Sendo abordado por 12 seguranças que estavam de motocicleta, carro e a pé. Um dos seguranças de nome Mauro questionou André acerca do que ele estaria fazendo na Universidade, nesse momento surgiu um aglomerado de pessoas incluindo um funcionário da UEL que tentou intervir naquela situação e ouviu do mesmo segurança para calar a boca e voltar ao trabalho. André começou argumentar que ele poderia, sim, estar dentro da universidade, disse aos seguranças “Eu não posso ser um negro dentro da universidade? Eu só vim entregar um livro; eu poderia ser um estudante, mas por que fui confundido com um bandido? Por que sou negro?”. Os seguranças afirmaram que havia acontecido o roubo de um celular dentro do campus e que André se encaixava no perfil do assaltante, essa afirmação se deu em um tom de acusação, fazendo a situação vexatória, humilhante e constrangedora. Os seguranças se confundiram ao tentar enquadrá-lo no perfil, dizendo que a bicicleta do assaltante era amarela como a de André, mesmo a bicicleta de André sendo vermelha. Quando André tentou ligar para a polícia, um dos seguranças retirou seu crachá do bolso, colocando-o no rosto de André, no sentido de intimidá-lo, dizendo “se quiser fazer alguma coisa, ta aqui meu nome, corra atrás de seus direitos. Eu estava fazendo meu trabalho.” Mesmo muito nervoso e até mesmo chorando, André continuou a argumentação, então, os seguranças perceberam a dimensão do ocorrido e dispersaram sem pronunciar nenhuma palavra mais. André foi chamado para conversar dentro da biblioteca, recebeu apoio de alguns funcionários que concordaram que aquela situação havia sido grave e se dispuseram a testemunhar. Outra funcionária da biblioteca, mesmo mostrando ter compreendido a situação, pediu a André que este não tornasse público o ocorrido e para que o caso fosse abafado.
Indignado, André se dirigiu à delegacia para registrar o fato. No caminho, recebeu uma ligação da Reitora da Universidade, Nadina, pedindo desculpas pela situação e pedindo para que eles se encontrassem em seu gabinete, no mesmo dia, para uma conversa. Essa conversa se deu no sentido de um pedido de desculpas por parte da Instituição e a Reitora mostrou-se compromissada com o caso.
Por meio deste relato gostaríamos de tornar público o ocorrido, para que a comunidade interna e externa possa estar ciente de que problemas de racismo ainda existem na nossa Universidade; gostaríamos também de propor que, a partir desse fato, as pessoas façam a seguinte reflexão: até que ponto essa universidade está preparada para receber os negros?!

4 de fevereiro de 2011

Assine a petição agora para parar o Complexo de Belo Monte! URGENTE


Incrível, mais de 416.260 pessoas assinaram a petição para parar Belo Monte. Nós só temos cinco dias até a entrega espetacular da petição em Brasília! Encaminhe este email para todos -- vamos conseguir 500.000.

Caros amigos,


O governo já emitiu a licença inicial para Belo Monte e as empreiteiras podem começar a derrubada das árvores a qualquer momento! A nossa petição urgente para parar esta barragem será entregue em Brasília dentro de 5 dias, assine agora:

Assine a petição!


Chegou a hora de uma ação urgente, o governo já liberou a derrubada de árvores para abrir o canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A Amazônia é um tesouro incalculável, por isto precisamos gerar uma indignação imediata. Nos últimos dias centenas de brasileiros inundaram o gabinete da Presidente Dilma com telefonemas, e mais de 416.260 pessoas já assinaram a petição. Agora, vamos aumentar a pressão. Assine a petição de emergência para a Dilma parar Belo Monte e proteger a Amazônia -- ela será entregue de forma espetacular com os parceiros indígenas da Avaaz em Brasília na semana que vem: 

http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

A Eletronorte, quem mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que a licença para iniciar as obras seja liberada mesmo antes do projeto cumprir as normas ambientais.

Especialistas que estudaram o projeto concordam que a usina é uma catástrofe ambiental. Três semanas atrás o ex-Presidente do IBAMA se demitiu ao se recusar a ceder a pressão política para assinar a licença de Belo Monte. Mas o governo federal rapidamente apontou Américo Ribeiro Tunes, um substituto leal que caladamente assinou a licença pouco depois de assumir o cargo.

A hidrelétrica iria inundar pelo menos 400.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política – a não ser claro, que um número suficiente de nós da sociedade, nos dispormos a erguer nossas vozes e nos mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro.O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar a Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte, assine agora:

http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nos, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.